[R] - O Chamado do Cuco, de Robert Galbraith

26.4.16

Ao iniciar a leitura deste livro, sinceramente, eu não esperava que a história fosse me prender como me prendeu. Afinal, o livro começa com o pondo de vista de Robin, a assistente do detetive Cormoran Strike, falando sobre um pouco sobre sua vida. O que passou pela minha cabeça foi que um livro de detetive que não é contado pelo ponto de vista do próprio detetive não é um dos melhores, afinal, ele é quem faz toda a investigação e a ação. Contudo, obviamente, eu estava enganado, já que nas páginas seguintes, Cormoran entra em ação.
O início um pouco clichê da vida de Cormoran sem dúvida não é um dos atrativos do livro, pois a maioria das experiências com detetives que tive durante minha existência, o que inclui séries, filmes e livros, sempre começam com “problemas financeiros”, ou seja, se ele não arrumar um caso que pague bem, ele precisará mudar de carreira. Basicamente, o “tudo ou nada”. Entretanto, como esperado de Robert Galbraith, mais conhecido como J.K. Rowling, seu trabalho e sua escrita, mesmo clichê, são um deleite para os olhos até mesmo do leito mais crítico.
O livro gira em torno da morte de Lula Landry, uma supermodelo que teve problemas com drogas e mentais. Devido ao seu passado e a fortes indícios, a Scotland Yard encerra o caso como suicídio. Todavia, John Bristow, irmão de Lula, não se convence e contrata o detetive particular Strike que, assim como o leitor – ou pelo menos, a maioria de nós, meros mortais –, não conhece muito sobre o mundo das modelos e dos famosos Rappers. Enquanto a investigação da morte de Lula Landry leva o detetive para dentro desse mundo de riqueza, nós vamos conhecendo e nos surpreendendo junto com ele. E sem dúvida, é uma experiência inesquecível.
Outro ponto forte do livro foi à conexão da vida pessoal e passada de Cormoran com o caso torna o livro ainda mais atrativo. Robert Galbraith, de maneira maestra, nos joga todas as evidências sem medo de que nós desvendemos o final do livro. Pelo menos para mim, nada fez sentido; apesar de que algumas coisas se encaixavam, o leitor sempre fica na dúvida se foi suicídio ou não. E isto é o que mais prende os olhos nas páginas de O Chamado do Cuco.
Robin não é uma personagem tão interessante quando o próprio Comoran; ela ama ser assistente de um detetive e sem dúvida ajuda bastante na investigação, mas, se ela fosse ter seu próprio livro, seria um pouco sem graça. No entanto, ela é um ótimo complemento, não apenas para história quanto para Comoran. Enquanto falta entusiasmo para Strike, por exemplo, ela tem de sobra, o suficiente para os dois. Robin é a cereja de um bolo delicioso com sorvete.
Por fim, não posso falar mais do livro sem dar spoilers de leitura. Entretanto, vou deixar bem claro que, para entender o título do livro, o leitor deve prestar bastante atenção, ou pode passar despercebido.


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