[EN] - Luiz Henrique Mazzaron, autor de O Sol Perdido

21.7.16


UDF – Como você decidiu se tornar escritor?
LHM – Comecei a ter esse desejo durante as aulas de redação, no Ensino Médio; eu ia muito bem e a professora sempre elogiava meus textos, mas nunca tive coragem de tentar produzir algo além de uma dissertação ou narração simples. Foi só depois de ler E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie, que consegui dar o pontapé inicial. Fiquei tão fascinado pela trama que me perguntei: “será que sou capaz de fazer algo do tipo?”. Não demorou muito e comecei a escrever o meu primeiro livro, que acabou por ser publicado em 2013, Máscara – A vida não é um jogo.

UDF – O Sol Perdido um livro de fantasia. O que te levou a escrever esse estilo?
LHM – Terror é a minha principal paixão, mas fantasia sempre foi algo que me impressionou demais. Jogo muito videogame, e um dos meus gêneros favoritos é RPG, cuja temática, em grande parte, se passa em universos fantásticos. Sem falar que as tramas dos mesmos são extremamente complexas, interessantes e bem feitas. Como já havia escrito e publicado um livro de terror, naturalmente meu segundo foco foi fantasia.

UDF – Como é ser escritor de fantasia no Brasil?
LHM – É difícil, assim como ser escritor de qualquer outro gênero. É fato que o público de livros fantásticos é bem amplo, porém hoje é um tanto quanto complicado convencê-lo a acreditar no potencial do seu livro, pois inúmeras outras obras de fantasia já foram publicadas, o que deixa o cenário desse gênero um pouco desgastado, e ainda há certo preconceito para com o autor nacional. Mas superados esses obstáculos, é uma experiência fascinante e super recompensadora ser escritor.

UDF – O que você acha da entrada da literatura jovem estrangeira no Brasil? Como é ter sua literatura convivendo com esses livros?
LHM – Eu acho demais! Conforme os jovens entram na literatura, mostramos que a literatura se define por talento, e não por coisas específicas como idade, e isso incentiva mais pessoas a se aproximarem desse meio, seja como leitor ou escritor. Eu me incluo nessa ala jovem, pois comecei a escrever com quinze anos e publiquei meu primeiro livro com dezoito, então me sinto completamente em casa em meio a esses livros e autores incríveis, além de extremamente fascinado com a diversidade e criatividade que essas obras possuem, não deixando nada a desejar para os autores estrangeiros!

UDF – De onde você tira inspiração para escrever?
LHM – Tiro principalmente de games e filmes, mas ultimamente venho sendo inspirado por livros também. Por exemplo, para Máscara, minhas principais inspirações foram Jogos Mortais, Silent Hill e Resident Evil. Já para O Sol Perdido, tive como fonte de inspiração Final Fantasy, O Senhor dos Anéis e Game Of Thrones.

UDF – Que dica você daria para os novos escritores que acompanham o Um Dia Frio?
LHM – Acho que a maior dica que posso dar é não desistir. Se a escrita é sua paixão, siga em frente. É uma estrada árdua e cheia de desafios, seja pela dificuldade de publicar ou divulgar a obra posteriormente, mas tudo isso vale a pena quando você vê seu sonho materializado e sendo lido e elogiado por pessoas que você nunca viu! É um sentimento incrível de dever cumprido e uma felicidade indescritível.

UDF – O que você está lendo atualmente e que livro indica para os leitores do blog?

LHM – Atualmente estou lendo Querubins, da autora Martha Ricas. Estou bem no começo, mas estou amando, e obviamente recomendo a quem curte literatura que envolvam anjos e demônios, só que com uma abordagem bem diferente. Para mim é difícil indicar poucos livros, mas vou tentar resumir minha lista quilométrica a esses: Misery, do Stephen King; Guerra dos Tronos, do Geoge R. R. Martin; Dias Perfeitos, do Raphael Montes; Um Novo Amanhecer, da Cinthia Freire; Os Doze Guardiões da Luz, do Luiz Henrique Batista; As Mentiras de Locke Lamora, do Scott Lynch; A Passagem, do Justin Cronin; O Circo Mecânico, daGenevieve Valentine... Poderia indicar mais uns cinquenta, mas acho melhor parar por aqui rsrs


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