[EN] - Kate Willians, autora de Hunter

30.9.16



UDF – Como você decidiu se tornar escritora?
KT  Decidi me tornar escritora após ter escrito o meu primeiro livro; Debaixo das minhas asas, que na verdade era apenas uma história que eu estava criando como forma de me curar da depressão. Percebi que ao escrever eu me sentia mais eu mesma e podia transmitir através das palavras meus pensamentos e emoções.
UDF – Hunter um livro de fantasia cheio de monstros. O que te levou a escrever esse estilo?
KT  Como escritora o meu grande objetivo em relação a gênero literário é; não ter um específico! Quero me aventurar pelos mais diversos estilos narrativos e gêneros literários pois acredito que os desafios me cativam de forma extraordinária. É sempre maravilhoso aprender a escrever de um jeito novo. Hunter foi meu primeiro pseudo terror e eu estou muito orgulhosa dele.
UDF – Como é ser escritora de fantasia no Brasil?
KT  Muito competitivo! Novos livros de fantasia são escritos a cada segundo, o que torna difícil a tarefa ao escritor de ser original. Você precisa cativar leitores, que tem todo um leque de opções para escolher, o que nem sempre beneficia sua obra. Por outro lado, devo dizer que é igualmente um desafio. Você sempre sente a pressão de escrever algo bom o bastante capaz de competir pela atenção do leitor nas livrarias e plataformas digitais.
UDF – O que você acha da entrada da literatura jovem estrangeira no Brasil? Como é ter sua literatura convivendo com esses livros?
KT  De novo, devo dizer, competitivo. A questão é que o leitor brasileiro já está totalmente acostumado a ler e aceitar o que vem de fora. Sejam roupas, marcas, livros, filmes... Tudo que vem de fora, segundo a maioria, é melhor. E isso bom, desanima o autor brasileiro, uma vez que não importa o quanto se esforce, o leitor sempre vai preferir o estrangeiro. Meu sonho é que essa realidade um dia mude!
UDF – De onde você tira inspiração para escrever?
KT  De tudo! É engraçado mas parece que há dias em que as coisas mais bobas são capazes de me inspirar; pessoas, gestos, frases, lugares... E tem dias que não há nada que eu possa fazer para ter um pouquinho de inspiração. Nesses dias eu costumo sentar e escrever ainda assim, pois o escritor não pode esperar por esses lapsos 'geniais' para escrever. Precisa produzir ainda que vá descartar tudo depois. O treinamento leva a perfeição, sabe?


UDF – Que dica você daria para os novos escritores que acompanham o Um Dia Frio?
KT  Escrevam, sem amarras! Não pensem em publicar, ou procurar editora enquanto ainda estão escrevendo a obra. Geralmente ficamos tão ansiosos que mesmo antes de concluir a história já estamos pesquisando meios de publicá-la. Isso na maioria das vezes é o que faz as pessoas desistirem tão facilmente da carreira de escritor; criar muita expectativa. Então relaxa! Escreva apenas pelo amor às palavras e quando sua obra finalmente estiver pronta e lapidada, ai sim você começa a se preocupar em publicar. Ok?
UDF – O que você está lendo atualmente e que livro indica para os leitores do blog?
KT  Estou lendo o livro Coração de Esfinge, da  Colleen Houck, por sinal minha autora estrangeira favorita (a brasileira, é a Carina Rissi). Tem sido uma leitura bem agradável. Bom, creio que indicação de leitura depende muito do gosto de cada um, então será que seria muito puxa saquismo eu indicar meus próprios livros? haha

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