[R] - Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne

7.12.16

Está para nascer um livro que me deixe tão irritado sem que haja uma história de fantasia épica com um final desconcertante ou com mortes a cada página. Era isso o que eu diria se eu tivesse começado minha jornada literária antes de 1870, contudo, estamos no século XXI, mais de cem anos depois. E esse livro existe: Vinte Mil Léguas Submarinas, do mestre Júlio Verne.
Uma das histórias mais famosas do mundo, o livro segue o Professor Aronnax, um brilhante naturalista francês, que é contratado pelo governo norte-americano para fazer parte da tripulação do navio Abraham Lincoln, cuja missão era caçar o misterioso animal ou monstro que afundou alguns navios viajando pelo oceano. Devido a as marcas que haviam nesses navios, eles deduziam que se tratava de um narval (imagem ao lado), apesar de que a verdade estava bem além disso.
~ALERTA DE SPOILER~
Como Aronnax descobre após ser jogado para fora de seu navio durante um ataque do “animal”, não se trata de um ser orgânico, mas sim um submarino – o que, naquela época, eram tão poucos, que ninguém sabia o que era um. Tal submarino, além de ser excepcional por si só, o Náutilus tem a capacidade de manter-se em baixo d’água indefinitivamente. Tudo, desde água e comida até a fonte de energia, pode ser tirado do oceano para sobreviver.
O capitão Nemo, engenheiro e construtor do Náutilus, decide mostrar as maravilhas do oceano para seus visitantes, mas há apenas uma condição: eles não podem voltar à terra firme. Nunca. Apesar do dilema, Aronnax se impressiona com tudo, chegando até mesmo a visitar a suposta submersa Atlântica e uma floresta marítima.
Contudo, você deve estar se perguntando: o que me irritou tanto nesse livro?


Bem, além dos mistérios não resolvidos, como a identidade, origem e história do capitão e a estranha língua que a tripulação original do submarino fala, os conflitos do livro, em sua maioria, são psicológicos. As exceções estão no começo, quando o Abraham Lincoln está caçando o “narval” e no fim, quando o plano de fuga do trio de náufragos entra em ação.
O livro tem seu lado bom, é claro, um lado MUITO bom. Todos os cenários do livro são magníficos e brilhantemente descritos, e o que os torna ainda melhor, é a época em que foi criado. Não havia internet. Não havia exploração do mundo submerso. Não havia base alguma para ele; tudo que é descrito veio, literalmente, da mente dele! É incrível só de pensar.
Vinte Mil Léguas Submarina é uma leitura obrigatória para todos aqueles que amam livros? Não; de fato, a maioria de vocês nem vai achar muitos atrativos nele. No entanto, se você é um escritor, ou está treinando para virar um, então, COM CERTEZA. Quer aprender a descrever? Leia livros antigos.

E você? Já leu Vinte Mil Léguas? Se sim, deixe sua opinião nos comentários!

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