[FDL] - Kubo and the Two Strings

1.2.17

Kubo e as Cordas Mágicas – título esse que, se você assistiu ao filme, sabe que não faz o menor sentido – é um filme stop-motion da Laika, um estúdio de animação especializada no estilo. Dirigido por Travis Knight e escrito por Marc Haimes e Chris Butler, o filme segue Kubo, um menino que vive com a mãe em uma caverna aos arredores de um pequeno vilarejo. Para ganhar dinheiro, ele usa um pouco de sua magia para contar histórias que são interpretadas por origamis vivos. Outro detalhe muito importante é que Kubo tem apenas um dos olhos, sendo que o outro fora roubado por seu avô.



Sua mãe, porém, não está em seu perfeito juízo. Ela parece viver numa espécie de transe, fazendo apenas o que Kubo pede para ela fazer – comer e dormir, basicamente. Exceto, porém, durante algumas horas em que a lua está no céu. Durante esses momentos, ela conta às aventuras de Hanzo, pai de Kubo, que morrera pelas mãos das irmãs, filhas do Rei da Lua.
Sua mãe, durante toda sua vida, ensinou que Kubo não poderia sair durante a noite, pois o Rei da Lua – que é avô de Kubo – poderia encontrá-lo e roubar seu outro olho. Ela também dá para ele um amuleto no formato de um macaco, para que Kubo o carregasse o tempo inteiro. A aventura então, começa, quando Kubo faz exatamente o que sua mãe disse que ele não poderia fazer (como todo bom herói, ele tem que desobedecer seus pais para que sua jornada comece).
A história desse filme segue o conhecido padrão da jornada do herói – apesar de eu não me recordar de Kubo renegando seu chamado para aventura. Ela possui magia, mistérios, não apenas em volta dos personagens que ajudam Kubo na viagem – o amuleto vira uma Macaca viva e, no caminho, eles encontram um homem-besouro que não tem memórias de quando era humano, mas sabe algo sobre Hanzo – e, também, a clássica montagem de que um herói precisa de itens mágicos para derrotar o vilão.


Se Kubo e as Cordas Mágicas – argh – fosse um livro, seria tão bom quanto Percy Jackson e Harry Potter, pois tem tudo que essas histórias tem, além de explorar uma das coisas menos conhecidas pelos Ocidentais: a cultura e mitos asiáticos.
Um livro desse filme seria extremamente bem-vindo em minha prateleira. Explora os aspectos mais desconhecidos de uma cultura pouco conhecidos por nós! Kubo não seria um livro muito bom apenas por que é uma história de fantasia que conta a jornada de um herói, mas também por trazer lições. E essas vão muito além moral de livros infantis.
Se um dia essas palavras chegaram aos ouvidos de Marc e Chris, por favor, façam uma romantização de Kubo and the Two Strings para que eu acrescente a minha coleção.
Confira o trailer, caso você não tenha visto o filme:



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