[R] - A Chave de Rebecca

10.2.17

Quem já leu A Chave de Sarah? Ou viu o filme? Essas pessoas, então, conhecem uma história incrível que poucas pessoas tiveram o privilégio de ler. Apesar do nome parecido, o livro de Ken Follett tem uma temática totalmente diferente – apesar de ambas terem uma conexão com a Segunda Guerra Mundial.


Para quem gosta de livros de espionagem, sabe que os anos 80 foi o ano desse gênero – eu mesmo já li um dois ou três livros dessa época que envolve espiões de ambos os lados da guerra em questão. Contudo, mesmo tendo lido tais obras, eu ainda não sou muito fã de livros assim – não vou falar de filmes de espionagem, por que esses são mais de ação do que todo o resto.
A Chave de Rebecca foca sua história em Alex Wolff, um espião nazista cuja nacionalidade é complexa – ele é árabe? Alemão? Os dois? Essa foi uma das coisas que eu não entendi direito no livro –, mas cuja habilidade no ramo da espionagem é exímia. Depois de várias tentativas, ele consegue que sua companheira, uma dançarina do ventre chamada Sonja, seduza um oficial inglês. Este vai até a casa da mulher e, durante a diversão dos dois, Wolff rouba planos de ataque e defesas britânicas, no Cairo, onde a história se ambienta. Tal ato de espionagem, vira a guerra no Egito totalmente em favor dos alemães.
Do outro lado, William Vandam, um oficial britânico, caça Wolff por toda a cidade, desde que o espião matara um soldado tempos antes. Seu plano envolve Elene, uma mulher cuja vida girava em torno de seduzir homens ricos para pagar suas contas. Vandam contrata a mulher para seduzir Wolff – que mesmo sendo cauteloso, não abre mãos de alguns luxos, e o britânico aproveita-se disso – e quando os dois se conhecem e marcam um encontro, Vandam prepara uma armadilha.
A Chave de Rebecca possui uma grande trama e temas muito comuns para a data de seu lançamento e, ao mesmo tempo, pouco retratados hoje: como a Segunda Guerra Mundial afetou a África. No entanto, para melhorar e aumentar o mistério, acredito que a história deveria ser contada pelo ponto de vista de apenas um dos lados ou, então, que o passado e motivos de Alex Wolff fossem um pouco mais obscuros.
Ao fim da leitura, não houve grande surpresa. Eu já esperava que algumas coisas acontecessem – apesar de que o processo para chegar até lá foi inesperado e cheio de reviravoltas. Ken Follett escreve com maestria. Ele conhece muito bem o tema e sabe como deixar sua história verossímil, além de prender a atenção do leitor – mesmo um que não seja fã do gênero.

Não entre nesse livro achando que será como A Chave de Sarah – até mesmo as “chaves” nos livros são diferentes, sendo uma literal, no caso de Sarah e a outra figurativa, em Rebecca – apenas por causa do nome e pelo fato de ambos terem algo a ver com a Guerra. Todavia, se você é fã de histórias assim, vá fundo. Não vai se arrepender.

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