[R] – O Alquimista

7.4.17

Vamos falar de Paulo Coelho.

 
Sem dúvida o autor que mais divide as opiniões dos brasileiros. Alguns amam. Alguns odeiam. Não sou um literário para julgar os pormenores trabalho, estilo e temas tratados pelo autor; de fato, li apenas um livro dele, e não o li por que me indicaram ou qualquer coisa assim (afinal, nós brasileiros não indicamos autores brasileiros que não sejam André Vianco), mas sim por que eu quis ler um livro curto e rápido – o oposto do que li antes dele.
Antes de as pessoas começarem a discutir nos comentários, vamos falar um pouco de O Alquimista, a obra mais famosa de Paul Rabbit (haha entenderam? Vou sair antes que me machuque).
No livro, conhecemos o rapaz – é muito provável que seu nome seja Santiago, mas posso estar confundindo; o nome dele só aparece nas primeiras linhas do livro e, depois, ele é chamado apenas de “rapaz”. Ele é um jovem pastor de ovelhas, que entende apenas de viajar pelos campos conhecidos da Espanha e de cuidar de ovelhas. Seu sonho era viver viajando, e ele descobriu no pastoreio essa possibilidade, mesmo que fosse por limitados campos. Seu segundo desejo é casar-se com a filha de um tosquiador que conheceu numa cidade, mas a qual só vê uma vez por ano.
Sua vida muda, fica de cabeça para baixo, quando um rei o visita. O rei lhe conta a “Lenda Pessoal” e que apenas aqueles que tiveram coragem para seguir os sinais e encontrar a sua Lenda Pessoal são, de fato, felizes. O rapaz decide que quer seguir sua: ir até as pirâmides do Egito para encontrar um tesouro. Ele vende suas ovelhas, compra uma passagem de barco para cruzar o Estreito de Gibraltar. No caminho, conhece várias pessoas, umas o roubam, outras lhe dão de comer e emprego.
Mas é apenas no deserto, que é amigo e inimigo dos homens, que ele conhece o tal Alquimista – um homem que entende do mundo e que seguiu sua própria Lenda Pessoal. O rapaz o conhece por acaso, já que esse nunca foi seu propósito – enquanto o inglês que ele conhece na caravana que atravessará o deserto quer conhecer o tal Alquimista, mas não o consegue enquanto não passar a seguir sua Lenda Pessoal.
Eu gostei muito desse livro, apesar de não ser meu estilo de livro favorito. A história é rápida, bem-escrita e se desenvolve perfeitamente bem diante dos nossos olhos. Cada palavra era uma inspiração. Apesar de falar sobre a Alma do Mundo e outros conceitos “Universais” – que traçam uma singular paralelidade com minha própria fé evangélica – o livro é realmente sobre encontrar a si mesmo.


O rapaz seguiu sua Lenda Pessoal, aprendeu a ler os sinais e a ouvir seu coração. No fim das páginas, ele descobre que o tesouro que procurava não era exatamente o que ele esperava, todavia, ele, sim, adquiriu algo de valor inestimável: si mesmo. Ele não perdeu a coragem, mesmo quando diversas adversidades entraram em seu caminho.
Eu, diferente de muitas pessoas, sei qual é minha Lenda Pessoal. E todos os dias eu busco realizá-la. Ultimamente estive um pouco desanimado, confesso, mas isso era por que eu estava perseguindo o sinal errado; agora sei que estou no caminho certo.
Graças a um livro de um autor tão divisor de águas, eu me inspirei. Não para escrever um livro, mas para não desistir do que já tenho escrito.

E você sabe qual a sua Lenda Pessoal (a.k.a. sonho)? O que está fazendo para alcançá-la? Quero saber de tudo! Deixe nos comentários!

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