[R] – Magnus Chase, de Rick Riordan

21.7.17

A fórmula Rick Riordan já está batida por nós. Pegue uma mitologia, dê um twist modernizado e, por fim, adicione um semideus – ou mago, no caso das Crônicas dos Kane. Então, faça o personagem ir atrás de algum item necessário para impedir uma catástrofe que pode acabar com o mundo. Adicione humor. BINGO. Um best-seller – ou quase.


Apesar de A Espada do Verão seguir essa fórmula já conhecida, é um livro extremamente interessante e divertido, bom para matar o tempo nos dias frios de leitura.
A histórica começa com o órfão – e semideus, então, tecnicamente, ele não é órfão, já que seu pai é imortal – Magnus Chase (o nome soa familiar, eu sei; vamos chegar lá) fugindo de seu tio, Randolph – Rodolfo, para os amigos brasileiros íntimos. Por alguma razão, ele acaba indo a casa desse tio – expliquem essa, ateus – e é descoberto por ele, obviamente.
Com Surt, o vilão da história em seu encalço, Magnus acaba chegando à Ponte de Boston. Para salvar a si mesmo, seu tio e todos os passantes do calor infernal que vem do gigante de fogo, ele puxa a Espada do Verão – que estava submersa no rio. Depois de uma batalha curta, Magnus morre.
Fim do livro. Venham aqui semana que vem para a nossa próxima resenha!
Brincadeira.
A história – um plágio de Afterlife, já que eu escrevi e publiquei a história em 2013 e Magnus só saiu em 2015 – começa após a morte de Magnus, que é enviado para Valhalla, o reino dos soldados escolhidos pelas Valquírias de Odin para serem parte do exército do deus durante a batalha do Ragnarök.
Lá, ele conhece alguns soldados que foram escolhidos durante vários momentos da história, desde as grandes Batalhas Vikings de quase mil anos atrás, Guerra Civil Americana e além. Ali, começa ele treina com seus companheiros einherjar – como são chamados os soldados de Odin – e morre mais uma vez, apenas para ressuscitar horas depois – um pouco conveniente, não? – apesar de que os einherjar só ressuscitam se morrerem em Valhalla, se isso acontecer em qualquer outro mundo, sabe-se lá para onde vão suas almas (no livro, não é deixado claro o que acontece).
A principal diferença de Magnus Chase para Percy Jackson está na questão dos mundos. Em A Espada do Verão, nós viajamos para quatro mundos diferentes! E eu adorei visitar cada um, menos o mundo dos anões, que é basicamente uma cópia de Boston. Falta de criatividade aqui, Rick. De todos eles, o meu favorito é Valhalla, pois é o mais criativo – no formato de um hotel – e mais cheio de vida. A Terra, meh, estou acostumado; os outros, não tiveram muita graça.
Para mim, se o livro todo se passasse lá, eu ficaria feliz.

Se você é fã desse cara e já passou pelos dez livros que compõe a saga de Percy, com certeza vai amar Magnus – que é melhor do que os cinco últimos, mas não superou As Provações de Apolo. Se você não tem na sua estante, peça emprestado para o leitor mais próximo. Este livro vai te fazer rir e viver uma aventura incrível!

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