[E] - A importância da boa leitura

7.8.17

por Luiz Junior

Amigos leitores escritores, companheiros de letras, sejam bem-vindos a mais esta coluna com Luiz Junior!
Ah, mas o Luiz não é aquele colunista que começou há pouco aqui no blog? Não, gente. Nada haver. Não existe em começar a escrever imediatamente tão logo você puder!


Para iliminar qualquer problema com a escrita, não tem geito! Precisamos, a cima de tudo, aprendermos a ler! Para mim escrever corretamente – sem precisar perder horas ou até anos de sua vida atrás das velhas lições de Língua Portuguesa (eu, particularmente, nunca fui bom em ortografias e afins) – então, meu amigo, não tem geito: somente a leitura – boa e em excesso!!! – poderá fazer você perceber que não é “haver”, mas sim “a ver”, que “exite” é o mesmo que “vença”, e não de “tema” – neste caso o correto é “hesite”. Devemos “eliminar” este “i” de “iliminar”, para que as coisas tenham “jeito” (e não “geito”). E aí, “acima” (e não “a cima” – neste caso significa “para cima”) de tudo, conseguiremos falar “eu escrever” e não “mim [uga, buga!] escrever”.
Para os leitores deste blog pode até parecer exagero, mas já vi livros escritos com estes erros da Língua Portuguesa. Conheço formados em Letras com pós-graduação em literatura que escrevem desta forma.
Não somos perfeitos, é claro, e sempre há aquela palavra em que paramos e coçamos a cabeça, nos perguntando: “cacete... é assim que se escreve isso?”. Quem nunca se embananou com os malditos acentos dos “porquês”?
Assim, a melhor forma de eliminarmos este risco sem estudar com afinco nossa Língua (há quem goste, e eu os admiro (ops, é admiro ou adimiro?) ) é ler muito, ler o tempo todo, ler todo o tempo. Ler de bula de remédio a placas de rua. Deixar com que o grande sonho de cada leitor se funda à nossa mente: o momento em que deixamos de “ler” a palavra, ouvir a palavra em nossa mente, mas sim passamos a simplesmente “ver” a palavra, eliminando assim a etapa da audição mental. A palavra, neste momento, deixa de ser algo a ser decodificado, e passa apenas a ser um símbolo em nossas mentes – e aí então fica muito fácil distinguir entre “estou em viagem” de “estou em viajem”.
Quem atingiu esta etapa mental com certeza não precisará saber da conjugação verbal para sentir na alma a estranheza da segunda.
E, meu amigo, quando você sentir esta estranheza, pode verificar – a palavra, oração ou frase estará incorreta em 90% das vezes.

Grande abraço e até mais!

You Might Also Like

0 comments

Página Um Beijo