[FDL] – House of Cards

16.8.17

Apesar de não ser filme, House of Cards merece ser falado. Continue lendo para saber o porquê.
A pedidos de uma amiga, resolvi encarar essa série cujo tema é política – eu mesmo, não sou nem um pouco fã do tema, ainda mais nas condições atuais do Brasil. Todavia, eu já conhecia o trabalho de Kevin Spacey, como em A Corrente do Bem e muitos outros filmes; seu rosto era familiar para mim. Por isso, resolvi encarar.


Quando comecei, realmente não esperava muito, até que Frank Underwood – o personagem principal interpretado por Kevin Spacey – diz as seguintes palavras:
“Se não gosta como a mesa foi posta, vire a mesa.” 
Mas você deve estar confuso, caso não tenha assistido a série. Então, vamos voltar ao começo para explicar.
Frank é um Congressista Democrata e, como todos os políticos, ele quer mais poder. Quer chegar a cargos mais altos (apesar de que, diferente daqui, não envolve o dinheiro do salário ou as corrupções para empresas), por isso, ele se alia ao candidato Garrett Walker sob a promessa de que ele seria Secretário de Defesa. No entanto, após eleger-se, Walker decide que Frank é “mais útil” onde está: no Congresso.
A traição é um catalisador para tudo que acontece a seguir. Frank tem um plano complexo, que envolve mudanças e reformas de lei, e processos complicados para tirar a pessoa que ficou em seu lugar como Secretário de Defesa. Se você não estiver prestando atenção, não vai entender o que acontece, ou o porquê – confesso que, até o momento, tem algumas coisas que não entendi 100% como funciona ou como isso afeta a politicagem, mas sei onde ele quis chegar.
Durante todo esse processo, entra Zoe Barnes, uma jornalista jovem e desconhecida, que deseja a qualquer custo colocar seu nome no mapa. Incluindo, aliando-se a Frank – tanto no mundo político, quanto na cama. Para ele, porém, Zoe é apenas um peão nos jogos do Congressista.
Durante toda a série, vemos como Frank virou a mesa e passou ele mesmo a recolocá-la. Ele, aos poucos, coloca pessoas de sua confiança nos cargos que eles almejam, de modo que, quando é chegado o momento, essas pessoas devem favores a ele. E mais, sem perceberem, essas pessoas estão amarrando cordas em seus próprios pescoços. Tudo que Frank faz é dar o empurrão que derruba a cadeira.
House of Cards me surpreendeu. Seria incrivelmente magnífico ver a inteligência no nível de Sherlock Holmes de Frank descrita nas páginas de um livro. Ver como seu cérebro funciona e saber em detalhes seus planos. Como a culpa afeta seus planos – adianto de que maneira nenhuma; são poucos os momento em que Frank demonstra seus sentimentos. Também ver o funcionamento de seu casamento incomum.
Uma série de livros dessa merece estar entre os maiores best-sellers do mundo. Com certeza os teria na minha prateleira, logo ao lado dos livros de Dan Brown. Por sinal, se o próprio fizesse uma romantização da série, seria ainda muito melhor!

Você já viu a série? O que achou? Deixe nos comentários!

You Might Also Like

0 comments

Página Um Beijo