[MRJ] - Aaron Van Helsing e a Jornada do Herói

12.10.17

Ficha:
Nome: Aaron Van Helsing
Nascimento: 15.05.1993
Sexo: Masculino           
Origem: Terra
Espécie: Humano
Organização:
Magia: Arte (preto)

Características:
Para quem não conhece, a Jornada do Herói é um conceito antropológico criado por Joseph Campbell, que resume em doze passos toda a aventura de heróis da ficção ou mitologia. São eles:
01. Mundo Comum – O mundo normal do herói antes da história começar.
02. O Chamado da Aventura – Um problema se apresenta ao herói: um desafio ou a aventura.
03. Reticência do Herói ou Recusa do Chamado – O herói recusa ou demora a aceitar o desafio ou aventura, geralmente porque tem medo.
04. Encontro com o mentor ou Ajuda Sobrenatural – O herói encontra um mentor que o faz aceitar o chamado e o informa e treina para sua aventura.
05. Cruzamento do Primeiro Portal – O herói abandona o mundo comum para entrar no mundo especial ou mágico.
06. Provações, aliados e inimigos ou A Barriga da Baleia – O herói enfrenta testes, encontra aliados e enfrenta inimigos, de forma que aprende as regras do mundo especial.
07. Aproximação – O herói tem êxitos durante as provações
08. Provação difícil ou traumática – A maior crise da aventura, de vida ou morte.
09. Recompensa – O herói enfrentou a morte, se sobrepõe ao seu medo e agora ganha uma recompensa (o elixir).
10. O Caminho de Volta – O herói deve voltar para o mundo comum.
11. Ressurreição do Herói – Outro teste no qual o herói enfrenta a morte, e deve usar tudo que foi aprendido.
12. Regresso com o Elixir – O herói volta para casa com o "elixir", e o usa para ajudar todos no mundo comum.
Como A Maldição de Romeu e Julieta é só a primeira parte da aventura de Aaron, não vou chegar a falar dos estágios finais da jornada do herói.
Quando escrevi o livro pela primeira vez, eu não conhecia esse conceito, mas era capaz de identificar certo padrão nas histórias. O protagonista nunca sabia no que estava se metendo ao entrar na história, então ele aprendia como o mundo funcionava todos os defeitos desse mundo através de um mentor e, por fim, depois de muitos desafios derrotava o vilão final.
Eu sabia que queria fazer diferente. Não queria um herói que não soubesse o que estava acontecendo ou um mentor, por isso, dei um twist nesse conceito. E assim nasceu Aaron Van Helsing.
Já de início, o “mundo normal” de Aaron já o “mundo especial”, ele já é um mago poderoso, apesar de ainda enfrentar desafios que passam de suas capacidades mágicas. Consequentemente, ele não tem um mentor. Ele não precisa de alguém para ensinar explicar como o “mundo especial” funciona. Ele já sabe.
O chamado de aventura de Aaron não é algo que envolva o coletivo, pelo contrário, é algo bem egoísta. Tudo que Aaron faz é para salvar uma única pessoa, apesar de ele ainda se importar com os outros. Mas não há perigo aos outros.
Não existe recusa. Assim que ele descobre que sua melhor amiga está presa em uma maldição, ele faz de tudo para salvá-la. Ele não precisa de ajuda, mesmo que algumas pessoas insistam em ajudá-lo. A Barriga da Baleia é algo inevitável em um livro de aventura e fantasia, como o Maldição. Ele enfrenta inimigos e consegue aliados, mas ao contrário, ele não tem êxito. Quanto mais fundo ele parte em sua jornada, pior as coisas ficam.

Aaron não é uma pessoa feliz. Ele perdeu o pai muito cedo. Durante toda sua vida, ele sofreu nas mãos de sua mãe. Mas ainda assim, ele coloca seus amigos na frente de seus próprios desejos e faz de tudo para salvá-los. E mesmo quando parece que tudo vai ficar bem, mal sabe ele.

Ele pegou uma foto do bolso. Tirada a pouco mais de três anos, a foto mostrava-o e, próxima a ele, mas ainda um pouco longe, uma menina com cabelo curto e de um castanho muito claro, quase loiro. Seus olhos também eram castanho-claros, mas pareciam-se mais com mel. Entre eles, dentro de uma jaula, um leão dormia. Ele lembrou-se do dia que a foto fora tirada. O pai dela estava com a câmera e os três estavam no Zoológico de São Paulo. Enquanto a mãe dela preparava uma festa surpresa. O que ela mais gostava era o leão, já Aaron preferia o rinoceronte, que era maior e mais assustador.
Mesmo com a memória feliz, ele não sorriu.
O som de pigarro o trouxe de volta ao presente. Sua mãe estava à porta, encarando-o com o olhar zangado, como de costume. Desde a morte de seu pai, ela mudou. Ela desistiu da felicidade e passou a usar apenas roupas formais – camisa preta e terno, o que a fazia parecer uma advogada. Seu cabelo estava sempre preso em um coque. Ele odiava o jeito que se vestia. De fato, ele odiava-a cada dia mais, como se ela fosse um inimigo.

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